A defesa da empresa numa reclamação trabalhista começa antes da audiência: reunir provas de jornada, pagamentos e conduta, apresentar contestação com fundamento técnico e decidir, com base em risco real, se o caso comporta acordo ou deve seguir até sentença. É esse o trabalho que Dra. Natália Horn Cardoso, advogada com mais de 5 anos dedicados à defesa do empregador na Bastos Moraes Advocacia, conduz para as empresas atendidas pelo escritório, com foco em reduzir o passivo antes que ele se transforme em condenação.
A maior parte das reclamações trabalhistas se decide pela prova documental, não pelo argumento jurídico isoladamente. Empresa que guarda cartão-ponto, recibos assinados, e-mails e políticas internas formalizadas chega à audiência em posição muito melhor do que quem confia só na palavra do preposto.
O que a empresa recebe quando é notificada de uma reclamação trabalhista
A citação vem acompanhada da petição inicial, com os pedidos do ex-funcionário e a data da audiência (em regra, audiência una, onde tentativa de conciliação, defesa e instrução acontecem no mesmo ato). A partir da citação, o prazo para reunir documentos e organizar a defesa costuma ser curto — por isso o ideal é que a empresa já tenha essa documentação pronta antes de qualquer processo, não depois.
Os pilares da contestação
- Prova documental: controle de jornada (art. 74, § 2º, CLT, para empresas com mais de 20 empregados), recibos de pagamento, aviso de férias, termo de rescisão.
- Prova testemunhal: preparo de quem vai depor, porque o depoimento do preposto vale como confissão da empresa se contradisser fatos que ele deveria conhecer.
- Impugnação específica de cada pedido: contestação genérica (“nega-se tudo”) tem peso técnico baixo; cada verba pedida precisa de resposta pontual, com o fundamento e o documento que a contraria.
- Preliminares processuais: prescrição (2 anos após o fim do contrato, alcançando só os últimos 5 anos trabalhados), ilegitimidade de parte, entre outras, quando cabíveis.
Acordo ou litígio: como decidir
Nem toda reclamação deve ir até o fim. A decisão correta compara o valor provável de uma condenação — considerando os pedidos, a prova disponível e o entendimento da Vara — com o custo de um acordo bem negociado, incluindo tempo de processo e honorários. Reclamação com prova fraca para o empregado pode e deve ser levada até a sentença; reclamação com risco real de condenação alta costuma ter no acordo a solução mais barata para a empresa.
O que fazer assim que a citação chegar
- Separar toda a documentação do contrato de trabalho do reclamante desde a admissão.
- Levantar quem presenciou os fatos alegados na inicial, para avaliar testemunhas.
- Procurar assessoria jurídica imediatamente — o prazo de resposta corre rápido e a estratégia de defesa precisa ser definida antes da audiência, não no dia dela.
Perguntas frequentes
A empresa precisa de advogado para se defender na Justiça do Trabalho?
Sim. A presença de advogado é obrigatória para a empresa em reclamação trabalhista, diferente do empregado, que em alguns casos pode reclamar sem advogado (jus postulandi), embora isso seja raro na prática.
O que acontece se a empresa não comparecer à audiência?
A ausência do reclamado gera revelia e confissão ficta: presumem-se verdadeiros os fatos alegados na inicial, o que normalmente resulta em condenação integral dos pedidos.
Quanto tempo dura uma reclamação trabalhista?
Varia conforme a Vara e a complexidade do caso, mas o rito costuma ser mais rápido que o cível — em muitos casos a sentença de 1º grau sai entre 6 e 12 meses após o ajuizamento.
A Bastos Moraes Advocacia atua na defesa de empresas em reclamações trabalhistas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, sob condução da Dra. Natália Horn Cardoso. Conheça a área trabalhista do escritório ou fale agora com o escritório.
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